Incêndio atinge a Catedral de Notre-Dame, em Paris


Torre desmoronou em meio às chamas; estrutura foi salva após mais de quatro horas de trabalho dos bombeiros. Macron prometeu reconstruir catedral e diz que irá lançar campanha internacional.


Um grande incêndio atingiu nesta segunda-feira (15) a catedral de Notre-Dame, em Paris, um importante símbolo da cidade. A "flecha", torre mais alta da catedral, desmoronou, mas a estrutura do prédio foi salva, segundo os bombeiros.


Um bombeiro ficou gravemente ferido durante o combate ao incêndio, de acordo com a agência Reuters.


O fogo foi relatado primeiro por usuários em redes sociais. Não está claro ainda o que o causou, mas ele pode estar relacionado a uma obra que vinha sendo feita no telhado. A emissora France 2 disse que a polícia está tratando o caso como um acidente.


A polícia isolou a área e retirou os turistas que estavam dentro da catedral. O acesso à Île de la Cité, onde fica a Notre-Dame, foi completamente fechado.



‘Tudo está queimando’


O porta-voz da Notre-Dame, Andre Finot, explicou que a estrutura da "charpente" da catedral, um quadro interno construído parte no século 13 e parte no século 19, queimou completamente, e que “não deve sobrar nada” desse setor. Segundo ele, o fogo teve início por volta das 18h50 em Paris (13h50 em Brasília), no sótão.


Após mais de quatro horas de trabalhos, o chefe dos bombeiros de Paris, Jean-Claude Gallet, informou que a estrutura da catedral foi finalmente declarada salva. "Podemos considerar que a estrutura da Notre-Dame está a salvo e totalmente preservada", afirmou, segundo a France Presse.


O incêndio só foi declarado sob controle por volta das 3 horas (22 horas em Brasília), embora continuasse o trabalho de rescaldo e observação para que não surgissem novos focos.



Obras de restauração


Uma grande operação com 400 bombeiros foi montada para controlar as chamas, que afetaram sobretudo a torre central da catedral, visitada por milhares de pessoas todos os dias.


Testemunhas no local também relataram chamas saindo das duas torres dos sinos.


O incêndio pode estar ligado às obras que vinham sendo feitas no telhado do edifício. Recentemente, as estátuas que ficavam no telhado foram removidas para a restauração, e a torre central estava rodeada por um andaime. Uma parte dela caiu em meio às chamas (veja no vídeo abaixo), e uma grande parte do telhado também desmoronou."Nós vimos muita fumaça, pensamos que era por causa das obras que estão fazendo. Cada vez tinha mais e mais [fumaça]. Fomos para a frente e fomos afastados para evitar que fôssemos afetados pela fumaça. Vimos as chamas saindo da catedral. Muito triste", relatou a turista.


A brasileira Mariana Souza, de 33 anos, estava em frente à catedral minutos antes de o prédio ser atingido pelo incêndio.


"A gente saiu de lá, cinco minutos depois olhamos para trás e o negócio [estava] pegando fogo. Não ouvi nenhum barulho, só vimos muita fumaça mesmo", contou. Outros brasileiros que vivem ou passeiam em Paris relataram ao G1 as cenas da cidade diante do incêndio na Catedral Notre-Dame. A enfermeira Nadia Maria Batista, de 31 anos, de Fortaleza (CE), estuda francês em uma escola a poucos metros da igreja. Ela conta que, por precaução, o prédio foi evacuado poucos momentos depois das primeiras sirenes soarem. “Era uma fumaça muito forte, fumaça preta, tóxica. Quando a gente desceu, a rua estava toda tomada. Estava muito quente, ninguém suportava ficar ali”, relatou Nadia.


Ainda segundo o procurador, "nada aponta para um ato voluntário", conforme destacou a AFP. Ele explicou que cerca de 15 funcionários de cinco empresas que faziam obras na catedral e estiveram no local nesta segunda-feira deverão prestar depoimentos. Além disso, Heitz informou que aproximadamente 50 investigadores trabalham no caso .Colossus, o robô bombeiro que entrou em Notre-Dame para apagar as chamas Tecnologia capaz de reduzir a temperatura de ambientes e enviar informações foi adquirida há dois anos


Diante da magnitude do incêndio que destruiu parte da história e da cultura da Europa ao queimar a Catedral de Notre-Dame, os bombeiros de Paris recorreram ao robô Colossus para entrar no prédio e minimizar os riscos à vida e ao patrimônio. Foi graças à essa tecnologia que parte do tesouro sacro-histórico da construção centenária foi salva. Na manhã desta terça-feira, o tenente-coronel Gabriel Plus, porta-voz do Corpo de Bombeiros da capital francesa, anunciou que o fogo estava extinto graças. "Concentramos nosso esforço do lado de fora e removemos as pessoas que estavam envolvidas, substituindo-as por um robô que poderia apagar o fogo e reduzir a temperatura dentro da nave", comentou em entrevista coletiva em frente ao local.


• Leia mais sobre o incêndio na Catedral de Notre-Dame


Contudo, a tecnologia não substitui o trabalho humano. Ele deve ser controlado remotamente por um bombeiro, por meio de uma estação sem fio equipada com dois joysticks e uma tela de controle de parâmetros, a uma distância de até 300 metros. O modelo implantado no coração do incêndio foi projetado pela empresa francesa Shark Robotics, pesa 420 quilo e mede 1,60m de altura. Ele é capaz de transportar até meia tonelada de carga e tem uma bateria que lhe dá um alcance de no máximo seis horas. "Apenas um Colossus foi utilizado ontem, desde o início da intervenção. Ele é atualmente o único que equipa a BSPP (Brigada de Bombeiros de Paris) e foi adquirido há dois anos", explicou Cyril Kabbara, um dos fundadores da empresa.


De acordo com Kabbara, o maquinário é capaz de se mover em terrenos muito acidentados, detectar fumaça tóxica e transmitir informações por meio de sensores de temperatura e de uma câmara acoplada. Com a transferência de imagens em um tablet, o bombeiro vê o que o robô descobre e tem informações precisas para engajar ou não seus colegas para a operação. Ele já havia sido testado durante um incêndio em Choisy-le-Roi, em um estacionamento subterrâneo. "Os bombeiros engajaram o robô devido à radiação térmica com temperatura equivalente a 600 °C. O robô atuou por oito horas para limpar o caminho, apagou o fogo e registrar informações", disse.




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